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noites ritual rock - jardins do palácio de cristal, porto - 28.08.2010

Segunda noite, com: Unoeskimo, Sean Riley and The Slowriders, Tiguana Bibles, The Legendary Tigerman, John is Gone e Slimmy.

UNOESKIMO

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Às 21h30 no Palco Ritual: Unoeskimo.
A banda de Carl Minnemann, Leandro Leonet, João Mascarenhas, Kiko Brandão e Tiago Mota foi a primeira a actuar no segundo dia. "Ora mais pop, ora menos pop, mas sempre com uma alma alternativa a palpitar", como a Trompa referiu.
O nome surgiu, conta Carl a Luís Carlos Soares (Rascunho): "Tal como os filhos, as bandas também precisam de nomes, não é? Não sou de pensar muito nisso. Há gente que, às vezes, já tem o nome da banda e nem sequer tem banda. Connosco foi mesmo a obrigatoriedade de, quando começámos a tocar ao vivo, termos um nome. Não podíamos ser a banda Sem Nome até porque já existe (risos). O nome surgiu numa noite de copos com amigos e com uma lista interminável de nomes à frente. unoeskimo acabou por surgir. Hoje em dia, acho que já não poderíamos ter outro nome".
Completou Kiko: "Assumimos ser desconceitualizados. Não estamos a procurar nenhum conceito para nos encaixarmos nele a nível de imagem, de nome, nem da sonoridade".

setlist:
- Disgrace
- One For The Road
- Weapons
- The Heart Is a ...
- Enduring Love
- Vile Bodies
- Intimacy



SEAN RILEY AND THE SLOWRIDERS

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Às 22h05 no Palco 1: Sean Riley and The Slowriders.
"Colectivo que se divide entre Coimbra e Leiria. Sean Riley é Afonso e dá a voz, depois existem mais uns sons dispersos, uma guitarra acústica, mais três amigos - Filipe Rocha, Bruno Simões, Filipe Costa - que a ele se juntam para brindar as raízes da música. As letras de Sean Riley são singulares e pessoais, mas assumem o papel de todos os que nelas se encaixam", referiu Soraia Simões (Rua de Baixo).
Dos convidados que deram "cor" ao disco, segundo Filipe Rocha, apenas Paulo Furtado esteve presente no concerto. Contaram também com Nuñes.
Citando Soraia Simões: "A pé ou no carro que os conduz em «Houses and Wives» as ideias e palavras podem levá-los numa viagem para onde eles mesmos quiserem".

setlist:
- Talk Tonight
- Tell Me Why
- Walking You Home
- Buffalo Turnpike
- Houses and Wives
- This Woman
- Lights Out
- State Trooper
- Harry Rivers
- Got To Go



TIGUANA BIBLES

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Às 22h55 no Palco Ritual: Tiguana Bibles.
No mapa-mundo assinalam-se entre Coimbra e Londres. São: Tracy Vandal, Victor Torpedo, Carlos "Kalo" Mendes, "Portuguese Pedro" Serra e Augusto Cardoso.
"O que acontece quando as peças desgovernadas de várias – e oleadas – locomotivas rock como Bunnyranch, Tédio Boys e Parkinsons chocam de frente com uma voz de veludo como a de Tracy Vandal? A resposta é simples, mas nem por isso menos surpreendente: nasce, à mesa de «uma espelunca» regada a cerveja, um grupo chamado Tiguana Bibles. Tendo em conta que todos os cavalheiros são, por direito próprio, membros da fervilhante e histórica cena de Coimbra, tendo partilhado palco e estúdio amiúde, esta era a conclusão mais encorajadora a que podiam ter chegado. Não são um super-grupo mas antes uma simples reunião de velhos amigos.
Os Tiguana Bibles tornam-se num segredo que merece ser contado a toda a gente", retirado do texto de promoção do EP "Child of the Moon", lançado pela Optimus Discos.

setlist:
- Rebound
- Child Of The Moon
- Surrender
- Bye Bye Train
- Don't Be Too Long
- Against
- Devil
- Lost Words



THE LEGENDARY TIGERMAN

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Às 23h30 no Palco 1: The Legendary Tigerman.
Alter-ego de Paulo Furtado, o “one man band mais numeroso de sempre”, como o próprio define, regressa bem acompanhado. No concerto com Rita Redshoes, Cláudia Efe e Phoebe Killdeer. “Femina” não vive de retratos. “Quis mostrar, tanto na música como nas imagens em super 8, a mulher por detrás da artista. Não ser a artista que todos já viram em vídeo, espectáculo ou numa foto. Poderá existir alguma teatralização, mas que é própria das pessoas enquanto animais de sociedade”, refere PF à Rua de Baixo.
"O universo feminino foi a atmosfera em que Paulo Furtado sempre respirou, os amores e desamores, o espírito blues e rock´n´roll mais abrasivos, mas em Tigerman as tonalidades sentem-se de um modo especial e um pouco diferente", afirmou Soraia Simões (Rua de Baixo).

setlist:
- Life Ain't Enough For You
- Walking Downtown
- These Boots Are Made For Walkin'
- Lonesome Town (feat. Rita Redshoes)
- Honey, You're Too Much (feat. Cláudia Efe)
- Light Me Up Twice (feat. Cláudia Efe)
- Naked Blues
- & Then Came The Pain (feat. Phoebe Killdeer)
- Hey, Sister Ray (feat. Rita Redshoes)
- The Saddest Thing To Say
- There She Goes (feat. Phoebe Killdeer)
- Bad Luck R'n'B' Machine
- Big Black Boat



JOHN IS GONE

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À 00h35 no Palco Ritual: John Is Gone.
A banda portuense é constituída por Rui Brito, Tiago Brito, Miguel Teixeira, Vitor Mota e João Airosa.
Como está escrito no facebook da banda: "Os John is Gone classificam-se como o encontro dos anos 80 com a sonoridade actual. A espinha dorsal deste projecto define-se como Pop electrónico/melancólico, synth pop dos 80. Apesar de um carácter evidentemente jovem a música de John Is Gone tem captado as atenções de um público muito diversificado. A ousadia musical tem despertado várias atenções e feedbacks muito encorajadores".

setlist:
- Chest Box
- Reynolds Nr
- Courteous
- 01
- Small Town Boy
- Prologue
- Infante Santo



SLIMMY

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À 01h15 no Palco 1: Slimmy.
O músico, ao vivo, conta com Paulo Garim, Gustavo Silva, António Oliveira e Nelson Santos.
"Slimmy é um artista que arrisca numa estética pouco comum em Portugal e move já uma legião assinalável de seguidores. "Be Someone Else", segundo trabalho de originais, opta pela mesma linha de rock electrónico e provocante". Foi gravado entre Portugal e o Reino Unido e, segundo a editora do rocker, é “um disco que mantém a linha da sonoridade electrónica tão característica de Slimmy, mas onde a banda tem ainda mais destaque. É um álbum mais eclético”.
"Slimmy assume-se praticante de um "rock suado, sujo e sexy", com influências dos Placebo, IAMX e Kings of Leon", referiu à I.

setlist:
- Fast Lane
- You Should Never Leave Me
- Bloodshot Star
- Games You Play
- My Flipside
- Touch
- So Out Of Control
- Showgirl
- Inside The One
- In This Town
- You Give It a Shot
- Glad Im Lonely
- Be Someone Else
encore:
- Set Me On Fire
- Beatsound Loverbody
- Together Forever


Queremos mais noites assim, até para o ano!

noites ritual rock - jardins do palácio de cristal, porto - 27.08.2010

Em 1992, ocorreu a primeira edição do festival Noites Ritual. Desde aí, no Porto, todos os anos se cumpre o ritual de fecho da época estival de festivais de rock, com vários nomes sonantes da música portuguesa. Essa é a única condição: o consumo é totalmente dedicado à produção nacional. Cumprindo essa tradição, no último fim-de-semana de Agosto ocorreu a 19.ª edição das Noites Ritual. Desta vez, a primeira noite foi preenchida por projectos cantados na nossa língua e a segunda, dedicada a artistas que cantam noutras línguas, mas ainda assim fazem parte da música portuguesa.

Primeira noite, com: Salto, Os Tornados, Samuel Úria, Diabo na Cruz, Anaquim e OqueStrada.


SALTO

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Às 21h30 no Palco Ritual: Salto.
A banda da Maia é constituída por Guilherme Tomé Ribeiro e Luís Montenegro. Com duas guitarras, duas vozes, duas cadeiras e muitos anos pela frente para mais misturar e dar.
Como a Amor Fúria, a editora dos rapazes, diz: "SALTO é o segredo mais bem guardado da Companhia. Dois rapazes do Porto e dança. Reparem que ao dizer dança, estou mesmo a dizer dança, não há cá figuras de estilo para a conveniência das intenções. Só mais uma coisa, pode parecer foleira a expressão, mas SALTO é mesmo para saltar. E mais não se diz sobre o assunto".

setlist:
- Sem 100
- Por Ti Demais
- Falhei
- Talvez Tão Forte Como Tu
- To The Basement
- O Tempo que Mudou
- Deixar Cair



OS TORNADOS

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Às 22h05 no Palco 1: Os Tornados.
Com os Tornados - Hélder Coelho, Manuel Oliveira, Marco Oliveira, Miguel Lourenço, Nuno Silva e Tiago Gil - o ié-ié está de volta à cidade.
"Recuperam a tradição do verdadeiro rock português, com reminiscências da fúria rebelde e adolescente. Tudo aquilo soa extremamente actual, com um pouco mais de distorção, um theremin que dá um toque cinemático à coisa e a linguagem mais desavergonhada", referiu Pedro Soares da Rua de Baixo.
"Sem que se considerem revivalistas, o fascínio d'Os Tornados pela mais estimulante década do século XX é profundo e, por isso, não deixam nada ao acaso. Desde os instrumentos e do material que usam ao figurino com que se apresentam tudo é feito de forma a reviver com uma fidelidade extrema os dias que invadem o seu imaginário", como li no myspace.
Terminamos com palavras da Imagem do Som: "Muitíssimo eficazes em palco, fazem aquilo parecer uma brincadeira e o publico está com eles. Tornados como estes, muitos!".

setlist:
- Dança Aí
- Tempo de Verão
- Ai Menina!
- Veludo Azul
- Ela Fugiu
- Coimbra
- Sai da Minha Beira
- À Beira-Mar
- Valsa da Despedida
- Onde Estás Tu
- Catraia
- Carmo & Bruno
- Twist do Contrabando
- Taras & Manias



SAMUEL ÚRIA

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Às 22h55 no Palco Ritual: Samuel Úria.
Nasceu em Tondela, vive na capital. Ao vivo, faz-se acompanhar por Filipe Sousa, Jónatas Pires, Miguel Sousa, Miriam Macaia e Tiago Ramos.
Jacinto Lucas Pires escreve e bem. Citando: "Nada de mal-entendidos. Este artista é de sínteses, não é sintético. Isto é música muito humana, de carne e osso, verdadeira e impura, cordas, respirações, arranhões, falsetes. Um cantautor a sério a brincar com o seu tesouro. Este “Nem Lhe Tocava” (que título do caraças, meu) é objecto perigoso, perigosíssimo. Num disco destes, é demasiado difícil escolher só uma canção, só duas, só três. À volta de “Nem lhe tocava” devia haver uma fita vermelha com o aviso: aqui há mesmo 12 canções. Em verdade vos digo, Samuel Úria é tão bom que devia ser proibido! Ele compõe, escreve, toca, canta, teatra, arranja, dispara mais rápido que qualquer sombra, faz tanto e tudo bem. Mais que bem, brilhantemente, incrivelmente, genialmente, despretensiosamente. Mas, pois, não me puxem pelo advérbio".

setlist:
- Não Arrastes o Meu Caixão
- Roque Desastre
- Something
- Água de Colónia da Babilónia
- Rua da Fonte Nova 171
- Segreguei-te ao Ouvido
- O Diabo
- Teimoso
- Barbarella e Barba Rala
- Império

(Samuel Úria - myspace)


DIABO NA CRUZ

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Às 23h30 no Palco 1: Diabo na Cruz.
Com os Diabo na Cruz - Jorge Cruz, B Fachada, Bernardo Barata, João Gil e João Pinheiro - a festa é garantida. A banda lisboeta trás consigo "Virou!" que agrada a muitos, é "um vício, um grito de libertação!", como a Trompa já referiu.
Até porque, como Pedro Arnaut disse e bem: "«Virou!» não engana. E os Diabo na Cruz também não. O álbum só confirma a banda de Jorge Cruz como o projecto português mais estimulante do momento. Faz falta a este pequeno Portugal novos projectos assim, que tentem desbravar novos caminhos".
Só nos resta acrescentar e concordar com Cláudio Vieira Alves, quando diz que: "Um festim destes não deve, nem pode, acabar".

setlist:
- Eito Fora/Macaco de Imitação
- Tão Lindo
- Os Loucos Estão Certos
- Combate com Batida
- Lenga Lenga
- Casamento
- Bico de Um Prego
- Bom Tempo
- Dona Ligeirinha
- Corridinho de Verão
- Fecha a Loja



ANAQUIM

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À 00h35 no Palco Ritual: Anaquim.
De Coimbra, José Rebola com João Santiago, Pedro Ferreira, Filipe Ferreira e Luís Duarte trazem o duende Anaquim ao Ritual.
Por JP Simões: "José Rebola, o compositor e letrista deste “As Vidas dos Outros”, desmultiplica-se deveras em mil personagens de um bairro imaginário e familiar onde se passa de criança para adulto depressa demais, tentando teimosamente guardar as histórias, os cenários e as personagens que parecem desaparecer juntamente com todas as nossas ternas e frágeis fantasias de infância. É na primeira pessoa que Rebola canta as vidas dos outros, vidas onde falta sempre qualquer coisa, como em todas, e entre a decepção e o desamor a tónica dominante é a que tem acompanhado desde sempre trovadores e rock’n’rollers. Musicalmente, o clima é de festa, de celebração, entre New Orleans, os Balcãs e a Feira Popular, com rigor instrumental e imaginação, energia e empenho. Acompanhado de excelentes instrumentistas e de uma atitude lúdica e divertida, pois, como disse José Rebola, a música deve ser também entretenimento e folia, sugerindo que a melhor forma de enfrentar os nossos medos e monstros é fazendo-os dançar".

setlist:
- Lídia
- Lusíadas
- Na Minha Rua
- Chama-me Vida
- As Vidas dos Outros
- O Meu Coração
- Tom Sawyer
- Metamorfose
- Pobre Velho Louco
- Balalaikas

(Anaquim - myspace)


OQUESTRADA

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À 01h15 no Palco 1: OqueStrada.
Banda da Margem Sul com Miranda, Pablo, Lima, Zeto, Marina e um convidado especial.
Citando Rui Dinis, aTrompa: "Em OqueStrada tudo é imprevisto. O caminho é feito de uma fusão musical sem limites, sem barreiras e sem horizontes castradores de uma originalidade impagável. O espectáculo está lá, o teatro está lá, está lá toda uma expressão e capacidade dramática que a música desta estrada sempre em festa evoca. As rotas são diversas, as emoções são diferenciadas, a paixão suscitada é algo anormal tal a expressividade dramática, tal a imagem cultural universal tingida pela música dos OqueStrada. O prazer infinito da reinvenção, em vadiagem, sem GPS, no carrossel dos dias, das festas e romarias - podia ser assim, no campo ou na cidade. Pela estrada fora".

setlist:
- Segundo Andamento
- Se Esta Rua Fosse
- Vá Lá
- Transit
- Fado Skazito
- Oxalá Te Veja
- Killing Me Song
- Tourné En Rond
- Duelo
- Break
- Creo
- Agarrem-me
- Faísxca
- Eu e o Meu País
- Kekfoi
encore:
- Acustic Beat
- 7 Colinas
- Sesta Rua + 2º Andamento