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paus - mercado do quebra costas, coimbra - 11.09.2010

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No segundo sábado do mês de Setembro, dia 11, os PAUS estiveram no Pátio do Castilho, para um concerto inserido no Mercado do Quebra Costas. Sim, "escreve-se com letras grandes, à patrão", esclarecem no myspace.
Os PAUS são Makoto Yagyu, Hélio Morais, João "Shela" Pereira e Quim Albergaria. São de Lisboa e pedem-nos para esquecer todas as bandas onde tocam ou tocaram anteriormente: Vicious Five, Linda Martini, If Lucy Fell e Riding Pânico, isto porque "Os PAUS cheiram a novo e a melhor maneira de perceber isso, é vê-los ao vivo ou ouvir o EP de estreia", confessam. Curiosa é a questão da bateria siamesa: duas baterias unidas pelo mesmo bombo a cargo de Quim e Hélio, Makoto fica com o baixo/teclas-sintetizadores e Shela com os teclados, todos cantam e criam "ambientes estranhos, inesperados e claustrofóbicos", como refere a Rua de Baixo. Segundo Makoto, quando se põe "uma bateria siamesa a tocar, causa impacto, é óbvio. Mas preferimos deixar a música responder e o que evidenciamos na banda é o colectivo em si, não a bateria siamesa", revelou ao Ponto Alternativo.

PAUS porquê? "Por causa da bateria?", questionou o PA. Makoto respondeu: “Muito sim, mas porque soa bem" e Hélio esclareceu "Todos nós estávamos conscientes do que isso iria suscitar e, quando surgiu o nome PAUS, foi, de facto, pelas baquetas".
Tudo isto aconteceu porque "gostamos uns dos outros e precisamos de fazer música. PAUS é o resultado de quando nos juntamos os quatro com instrumentos e umas cervejas", explicam no myspace. São, por isso, "uma bateria siamesa, um baixo maior que a tua mãe e teclados que te fazem sentir coisas". Hélio Morais defende que “Os PAUS não são nada e são tudo, ao mesmo tempo. São quatro pessoas a fazer música instintiva, sem rótulos e sem obrigatoriedade de respeitar quaisquer regras. A única premissa é essa mesma: não haver premissas. Com PAUS, queríamos ter total liberdade" (RdB).

Em palco não é fácil, "Muitos sintetizadores, vozes, duas baterias, pedais para aqui e para ali, cabos que nunca mais acabam. Mas acaba por ser isso mesmo que torna a coisa bonita. Temos que estar tão embrenhados no que estamos a fazer, que criamos ali o nosso espaço próprio, o nosso Mundo e o resultado é um turbilhão de emoções que faz daquele um momento tão intenso", afirmam.
Para muitos são uma super-banda, para os fãs são um vício. "Ao vivo, é intenso e alto", concluiu Hélio. Centraram-se em "É Uma Água", primeiro EP lançado em Junho deste ano, apadrinhado pela Enchufada. Mostrando-nos "Mudo e Surdo", o primeiro single, "Pelo Pulso", "Lupiter Deacon" e "Mete As Mãos à Boca", temas que constituem este trabalho discográfico. Apresentaram ainda um tema novo: "Salsa Galáctica".
Um grande projecto que já deu muito que falar neste nosso país e que conta com uma mão cheia de concertos dados em várias salas, ainda marcaram presença em festivais como Optimus Alive, Milhões de Festa, Paredes de Coura ou Barco Rock Fest. Abriram para os norte-americanos Health em duas datas, uma em Lisboa e outra no Porto. Convidaram os amigos e fãs para um churrasco-concerto. Como o PA questiona, "é caso para dizer «o que é que os PAUS não fizeram este ano?»".
Quem falta a um concerto de PAUS é que fica a perder, já que os que foram curtiram à brava. A Enchufada afirma que "os PAUS são do amor. Boa gente, boa onda, boa música". Resta-nos concluir: PAUS espalha amor e bacanidão!

Terminamos com a mensagem que está presente no “É Uma Água”:
"Em nome do amor, PAUS agradece a todos os que foram e vêm connosco e a todos aqueles que sentem a juventude como algo que não tem nada a ver com idades.

Mete as mãos à boca, mesmo que só tu o vejas acredita que não há nada para além daquilo que vês. Evita a nostalgia e põe-te em lugares estranhos. Dobra e és inquebrável.

Falha. Fala línguas, faz merdas épicas."

paus - mercado do quebra costas, coimbra (soundcheck) - 11.09.2010

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(makoto yagyu, hélio morais, joão "shela", quim albergaria)
no mercado do quebra costas em coimbra, durante o soundcheck.

milhões de festa - barcelos - 24.07.2010

O Milhões de Festa (MdF) foi o festival que prometeu dinamizar e, ao mesmo tempo, arrasar Barcelos nos dias 23, 24 e 25 de Julho.
A zona ribeirinha desta cidade minhota recebeu uma imensidão de artistas e melómanos que revolucionaram a cidade adormecida. A Lovers & Lollypops, editora e promotora no activo desde 2005, em parceria com a Câmara Municipal de Barcelos, a Casa da Juventude e a Empresa Municipal de Desportos de Barcelos e a Ilha da Fantasia, apresentou um cartaz com mais de 60 bandas, produtores e DJs, repartidos por 3 espaços distintos, para um festival que garantiu “milhões de festa”, numa celebração artística ímpar.
O Milhões de Festa foi criado em 2006 e conta já com duas edições, nas cidades do Porto e de Braga. Em 2010, o MdF regressou com vista a uma nova celebração artística e cultural, motivada pela crescente produção independente na música portuguesa e aliada a propostas internacionais de diversos quadrantes e geografias, na linha do que se tem feito um pouco por todo o mundo.
A filosofia do MdF passa pela agregação de uma grande variedade de linguagens artísticas para, mais do que uma mostra de trabalhos, ser essencialmente uma ponte de criação de sinergias para o futuro, motivando a dinamização local e reclamando uma atenção internacional para aquilo que se faz por cá.


Cavalheiro

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Às 19h30 no Palco Vice: Cavalheiro.
Da banda portuense, faz parte: Tiago Ferreira, Filipe Ferreira e João Gonçalves.
Como o Milhões disse: “É inevitável, a título pessoal, escrever sobre um trabalho de Cavalheiro sem evocar imagens saídas de recantos, ruas e avenidas num esquema fora-de-horas habitado por figuras atiradas pela noite. Por vezes, alguma daquela luz intermitente rompe a escuridão e bate nos rostos ávidos de choques, de experiências. Assim é o rosto do Tiago Ferreira (este nosso Cavalheiro)”.

(Cavalheiro - myspace)


Hype Williams

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Às 21h no Palco Vice: Hype Williams.
São de Londres e, foi assim, que o Milhões os apresentou: “Lo-fi, é de lo-fi que falamos quando pensamos nos Hype Williams. Se existir um termo tal como lo-fi espacial, este foi apenas criado para caracterizar o duo baseado em Londres e que se estreia em Portugal no final de Julho”.


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Às 21h45 no Palco Milhões: PAUS.
São de Lisboa, são Makoto Yagyu, Hélio Morais, João "Shela" e Quim Albergaria.
São, ainda, “gajos dos Linda Martini, Vicious Five, Riding Pânico e If Lucy Fell. São também uma bateria siamesa, um baixo maior que a tua mãe e teclados que te fazem sentir coisas”.



ALTO!
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Às 22h30 no Palco Vice: ALTO!
A banda de Barcelos é constituída por: Bruno Costa na guitarra e voz, Tiago Silva no baixo e voz, João Pimenta na voz e antenas, Paulo Senra na bateria e voz, Ricardo Miranda na guitarra e orgão mágico.
Assim se apresentam como uma: “Banda normal fundada por pessoas normais que frequentam sítios normais que por sua vez são frequentados por outras pessoas normais. Ouvimos música normal que é descoberta, consumida e deitada fora por uma miríade de pessoas normais. Comprámos instrumentos normais que são fabricados por firmas normais que vendem instrumentos a pessoas normais. Somos todos surdos”.



The Fall

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Às 23h15 no Palco Milhões: The Fall.
São do Reino Unido e, o pessoal do Milhões diz que: “De todas as bandas punk e post-punk de finais de 70's, nenhuma viveu e proliferou tanto como os The Fall, contando com 28 álbuns de estúdio e mais do dobro se contarmos com outros lançamentos. Depois de dezenas de alterações de formação, pode-se dizer que, no fundo, Mark E. Smith é The Fall e traz a Barcelos aquela que John Peel dizia ser a sua banda favorita. E nem é necessário acrescentar-se muito mais. Google it”.


El Guincho

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À 01h30 no Palco Milhões: El Guincho.
Foi assim que o Milhões apresentou a banda espanhola: “Trazem de Espanha um feeling tropical mergulhado em electrónica ao qual Pablo Díaz Reixa, o nome por trás de El Guincho se refere como "space-age exótica". O calor é garantido, a aparição de palmeiras e cocktails coloridos é provável e as dançarinas de Hula estão convidadíssimas”.



milhões de festa, milhões de triângulos invertidos, para o ano queremos mais!

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