anaquim - parque dr. manuel braga, coimbra - 10.07.2010

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No passado sábado, dia 10 de Julho, os Anaquim estiveram na Parque Dr. Manuel Braga, em Coimbra, para um concerto inserido nas Festas da Cidade.
José Rebola nasceu e cresceu em Coimbra. Teve a sua primeira aventura de temas originais, com 18 anos, na banda “The Speeding Bullets”. Mais tarde foi a vez dos “The Cynicals”, projecto que venceu vários concursos de música moderna.
Surge em 2007, “dos restos de canções começadas e esquecidas entre os outros cenários musicais, Anaquim, personagem que começa a ganhar vontade própria e se transforma no seu principal projecto”, como se diz no myspace. Juntou quatro amigos – João Santiago, Pedro Ferreira, Filipe Ferreira, Luís Duarte – formando um quinteto, e “o que era um projecto a solo ganhou uma dimensão de colectivo e partiu para palco, conquistando públicos por aí com um som despretensioso e uma mensagem sólida, leve na forma e forte no conteúdo”. Anaquim tem como influências: duendes, gigantes, pessoas idosas e trapezistas.
Por JP Simões: “José Rebola, desmultiplica-se deveras em mil personagens de um bairro imaginário e familiar onde se passa de criança para adulto depressa demais, tentando teimosamente guardar as histórias, os cenários e as personagens que parecem desaparecer juntamente com todas as nossas ternas e frágeis fantasias de infância”.
No concerto tocaram todas as canções que fazem parte do primeiro LP da banda, de nome, “As Vidas dos Outros”, que “chegou para nos revelar as crónicas urbanas deste duende, teimoso na sua mania de pensar o mundo como gostava que ele fosse”.
Começaram com “Horas Vagas” e, em “Lusíadas” já víamos em cima do palco um conjunto de sopros, com três rapazes que ajudaram a banda conimbricense, neste tema.
“Lídia” e “Saltimbanco” foram as canções que se seguiram, passando por “As Vidas dos Outros”, o single deste trabalho que o duende anda a apresentar por todo o país.
Em “Chama-me Vida” há uma harpa e uma menina – Ana – que dançou, dando um brilho especial à música. Seguiu-se “Na Minha Rua”, o single do primeiro EP “Prólogo”.
Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda, esteve em Coimbra dentro da caixinha dos pedais, ou melhor, emprestou a voz ao Rebola, para fazer um diálogo engraçado entre os dois, e cantar “O Meu Coração”, belíssimo tema.
Santiago – baterista – veio sentar-se à frente da bateria, para o momento em que deu para brincar com os brinquedos de criança. Segundo Rebola, Santiago gosta muito deste momento, fica sempre com um sorriso na cara. O tema foi “Bocados de Mim”, onde cantam que “gostava[m] de ser dessas pessoas positivas que andam pela vida cheias de planos para amanhã. Que dizem frases feitas mas têm suas próprias manias. Que as outras gostam delas porque elas são mesmo assim”, e mencionam várias pessoas importantes para o duende, Anaquim.
Tocaram “Metamorfose”, e recordaram Zeca Afonso com “A Morte Saiu à Rua”, grande interpretação. Os três rapazes do conjunto de sopros voltaram, para ajudar, desta vez em “Monstros”. Para terminar “Pobre Velho Louco” e “Balalaikas”.
O público pediu mais, eles voltaram com “Vampiros”, tema que teve a presença de duas meninas nos coros. Tempo de recordar os desenhos animados, com o público todo a cantar: “Tom Sawyer” onde, quando mal cantaram “tu que andas sempre descalço”, havia mesmo gente descalça com os sapatos na mão. Ah pois, isto é que é levar a canção à letra!
Não podiam terminar de outra maneira. O tema escolhido foi “As Vidas dos Outros”, mas que grande público! Isto de jogar em casa, ups, tocar, tem muito que se lhe diga! Não é que todas as músicas tiveram um brilho especial? Sabe tão bem ver estes moços em Coimbra. Tudo canta! Houve tempo, ainda, para cantar os parabéns ao Rebola, que fez anos neste dia (até havia cartazes a felicitá-lo).
Parabéns Rebola! Parabéns Anaquim, sóis grandes!

2 comentários:

Anónimo disse...

não tens fotografias dos klepht?

adriana boiça silva. disse...

Caro(a) Anónimo(a),

fotografias dos Klepht de onde? *