o cão da morte & coelho radioactivo - arte à parte, coimbra - 4.09.2010

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O aveirense e o odivelense juntaram-se para mais um concerto em duo.
Ora canto eu, ora cantas tu, ora tocamos uma música minha, ora tocamos uma música tua. É assim que isto funciona, e funciona bem, temos que dizê-lo. Ora passeamos pelo mundo do Coelho Radioactivo, ora passeamos pelo mundo d’O Cão da Morte.
Seria mais interessante se o Cão falasse do Celho e o Coelho falasse do Cão, mas sempre ouvi dizer que os animais não falam. Estes só cantam.

O Cão da Morte é o nome artístico de Luís Gravito que, segundo o seu myspace, "é compositor, cantor e tocador amador de vários instrumentos". Em Abril de 2009 lançou o seu primeiro EP, intitulado de “O Cão da Morte” e um ano mais tarde, em Fevereiro, “Trovas Intravenosas” - o LP - vê a luz do dia. Ambos são edição de autor.
Ricardo Costa (Imagem do Som) afirmou que O Cão da Morte tem "Temas muito pessoais, neste caso com brisas bem urbanas, e onde os arranjos tomam parte dos temas de forma subtil mas que lhe dão imensa força, junto com a verdadeira poesia que nós entra ouvidos e alma dentro".

Por outro lado, Coelho Radioactivo é o nome artístico de João Sousa.
Em 2008, o próprio, referiu que as suas canções eram: “Canções feitas de noite, para terem o peso dos dias. E gravadas de manhã, para terem a frescura da noite”. Bonito? Sim. Lançou o seu EP de estreia em 2009, uma edição de autor.
Ricardo Costa também comentou sobre as canções deste animal radioactivo, em Março deste ano: “Não há forma de ficar indiferente ao intimismo dos seus temas despidos de artificialismos mas carregados de sentimento”.

Uma boa mistura, portanto.
Neste concerto com duas partes desfilaram, como disse, por temas ora de um, ora de outro. Começam com "Lembra-me um Sonho Lindo", tema original de Fausto Bordalo Dias. Apresentaram mais seis canções nesta primeira parte, duas delas presentes no primeiro EP do Coelho: "Sem Nome 2" e "Gigantes". Passaram por dois temas novos e pel'"O Fruto", tema presente no primeiro EP do Cão. Terminaram com "Admirável Novo Mundo".
Depois de um pequeno intervalo, voltaram para a segunda parte com "O Juízo" e "A Velha dos Gatos", canção do Cão – onde o próprio refere que “se tudo correr bem, será a canção menos rock de um disco que será rock” - ficamos à espera desse disco.
Seguiram com "Polónia Colónia", "A Lenda dos Rouxinóis", "A Vida de Piratas" e "Casal do Chapim", ora de um, ora de outro.
Para terminar, uma troca de papéis: "O Porteiro", canção do Coelho foi interpretada pelo Cão da Morte e "A Madrugada da Minha Rua", canção do Cão foi o Coelho Radioactivo que a interpretou.
Que belo serão! O público pediu mais, eles voltaram para mais dois temas.
São pessoas felizes por estarem ali, em cima do palco; nós, somos pessoas felizes por termos estado ali, na plateia, a assistir.

5 comentários:

Susana S' disse...

eu vi o coelho ontem à noite no mercado negro. foi lindo *.*

Anónimo disse...

eu tbm vi o coelho no mercado, agora com os seus plutónios. tava a contar ver o nome dele no cartaz do super bock em stock mas nada... que estupidez.

joana resende disse...

Eu vi o Cão da Morte no Festival Novos Fados e foi muito bom. Tocou músicas novas muito giras. Parabéns pelo teu blog, Adriana.

carlos salgado disse...

O Coelho está cada vez melhor... ouvi dizer que agora até ia participar num documentário do Tiago Pereira no Teatro Aveirense já no dia 7...

adriana boiça silva. disse...

Susana, é sempre!

Obrigada, Joana!

Carlos, assim é que é!

:) ***