diabo na cruz - bons sons - cem soldos, tomar - 21.08.2010

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Mais um nome marcou presença na aldeia de Cem Soldos que acolheu o festival Bons Sons, no dia 21 de Agosto. Uma pitada de música popular portuguesa aqui, uma pitada de rock ali e, voilá: Diabo na Cruz. A banda lisboeta liderada por Jorge Cruz, contando também com B Fachada, Bernardo Barata, João Gil e João Pinheiro. O Diabo chegou e conquistou. Conquistou por inteiro. Levou tudo a cantar e a dançar.

Já por aqui falámos deles, é ver.
Não há nada que enganar, “porque a arma é uma cantiga, Diabo Na Cruz é folqu’enrole p’ró que der e vier” – são os próprios que o dizem. “Pois é roque, então? Então que seja roque! Mas o roque também pode tirar o chapéu à canção; mais, ele também deve tirar o chapéu à canção, aquela canção que se fazia, não sei se se lembram, na altura em que os deuses davam canções a Portugal. As raízes do cançonetismo à portuguesa ainda têm sumo para o roque dos anos zero: nem só os 80’s dão música ao Portugal do século XXI!”, dizem-nos na nota de imprensa.
O disco abre com um tema cantado pelo Vitorino. "O Vitorino simpatizou muito com uma versão que fiz há uns anos de um tema popular alentejano e disse-me que gostava de vir a fazer qualquer coisa no futuro comigo. Depois apareceu o Diabo na Cruz e a sua participação foi inevitável. O facto de ele abrir o disco é quase uma passagem de testemunho. Fazemos música do século XXI, mas que respeita o legado da música portuguesa. E acho que é isso que falta nas novas gerações", contou Jorge Cruz à Vidas.

Para abrir o concerto, "Eito Fora/Macaco de Imitação", uma nova canção. Logo passaram para umas já conhecidas por todos: "Tão Lindo" e "Os Loucos Estão Certos". Bem cedo o público começou a acompanhá-los. Sim, cantavam e dançavam. "Ai, é tão lindo. Ai é tão lindo". Seguiu-se "Combate com Batida", mais uma nova, que agradou aos presentes. "Lenga-Lenga", um original dos Gaiteiros de Lisboa, não faltou à festa.
Como Cláudio Vieira Alves disse no jornal Contrabando: "Os Diabo na Cruz recolhem, em “Virou!”, os sons da nossa terra para os devolverem mais eléctricos do que nunca. As canções soam: ora, modernas; ora, tradicionais. Um festim destes não deve, nem pode, acabar". Somos da mesma opinião. Passaram por um conjunto de músicas de "Virou!": "Bico de um Prego", "Casamento", "Bom Tempo", "Dona Ligeirinha" - que, como Jorge Cruz conta a Pedro Arnaut (Rua de Baixo): “Não é ninguém em especial. É uma mulher moderna que usa roupas de minhota e que não gosta de homens que lhe encham o juízo. É por isso que nós lhe chateamos o juízo” - e "Corridinho do Verão". Não esqueceram o primeiro EP e tocaram "Outra Forma".
"Virou! E virou mesmo. Qual grito de libertação! Que vício! Sobre o EP “Dona Ligeirinha”, se dizia ser uma “lufada ou bofetada, de ar fresco ou de luva branca, o que este Diabo na Cruz é de certeza, é um dos mais bem dispostos e por isso também desconcertantes, projectos da actual música portuguesa”, refere o blog ATROMPA.
Terminaram com "Fecha a Loja".
A reacção do público é do melhor que há. "Há muita gente que diz que há muito tempo não sentiam o orgulho de serem portuguesas. E sentimos que há muita gente que se diverte connosco. Há muitos portugueses que são liberais e aceitam que pessoas como nós trabalhem o imaginário português", disse Jorge Cruz à Vidas.
O povo pediu mais. Não queria que a loja fechasse e eles voltaram, com "Dom Fuas Roupinho" e "Dona Ligeirinha". Pelo meio, mais uma novidade intitulada "Gala do Amor Segredo". Como Pedro Arnaut escreveu na Rua de Baixo: "«Virou!» não engana. E os Diabo na Cruz também não". É isso. Com os Diabo há festa garantida!

2 comentários:

Cláudio Vieira Alves disse...

Parabéns pelas fotos e pela estruturação do texto. Obrigado, ainda, pela simpática citação.

adriana boiça silva. disse...

Muito obrigada, Cláudio.
Como já disse, mereceste :)
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